Receba meu informativo


14 | Junho | 2013
Patrimônio Cultural no Rio: caranguejando…

8

Nesta quinta-feira estava feliz. Ia, finalmente, escrever um blog elogiando uma ação do governo municipal em prol do patrimônio cultural da Cidade. Mas, no final da tarde, a confirmação do anúncio da venda das ruínas do ex-Hotel Glória me fez desistir de um artigo só de engrandecimentos.

Em matéria de preservação do patrimônio cultural da cidade é um prá frente e dois prá trás. Caranguejando e olhe lá.

Leia mais ...

24 | Maio | 2013
Hotel Glória, um patrimônio perdido

11

Não houve tempo para que os cariocas lamentassem a perda do Hotel Glória. Hoje, pouco resta do local que já foi um imponente hotel que hospedou celebridades e Chefes de estado, além de espetáculos em seu inesquecível teatro.

Leia mais ...

24 | Abril | 2013
“Estranha ironia”

0

Confiram o desabafo da moradora do bairro da Glória, Silvia Steinberg, compartilhado por vários vizinhos dos quatro edifícios da Rua do Russel que fazem divisa com as obras do hotel Glória. 

Leia mais ...

Hotel Glória: Fiscalização parlamentar

0

Diz-se, constantemente, que uma das tarefas dos parlamentares é a de fiscalização.  Mas não devemos nos enganar, pois a Constituição dá aos parlamentares poderes restritos de fiscalização.

Leia mais ...

29 | Fevereiro | 2012
Adeus, Hotel Glória – II: responsabilidades!

5

O financiamento público de R$ 146 milhões, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), para a “reforma” do histórico Hotel Glória foge à qualquer lógica do  discurso das autoridades, segundo o qual os benefícios do dinheiro público estariam destinados à ampliação de quartos dos hotéis do Rio. 

Conforme apuramos, quando o hotel foi vendido ao grupo EBx, ele tinha 610 quartos.  O novo projeto, segundo noticiado,  vai reduzi-los a quase 1/3 da capacidade inicial: a apenas 231 quartos.


Foi para aumentar a capacidade hoteleira nos megaeventos temporários, e não para reduzi-la, que leis foram, e estão sendo feitas, para conceder aos empreendedores, financiamentos públicos subsidiados e incentivos fiscais, como isenção de  IPTU. (Leia mais).

No caso do ex-Hotel Glória, este, sozinho, abocanhou 66% (equivalente a R$ 146 milhões de reais) dos contratos de financiamento do BNDES no ano passado, para a sua transformação em hotel de alto luxo. Para quê?

Desde 1970, a Cidade do Rio de Janeiro tem legislação que protege as edificações de interesse cultural ,  que, apesar de não serem tombadas, foram construídas anteriormente a 1937, e não podem ser demolidas senão com a autorização do órgão de proteção cultural do município (decreto 3800/1970 art.81, §5º e §6º, alterado pelo decreto 20.048/2001). 

Esta é uma tipologia especial de proteção preventiva aos prédios antigos da Cidade, justamente para que prédios históricos não sejam surpreendidos com licenças de demolição concedidas, desavisadamente, pelo licenciamento urbanístico da CidadePor essa norma, os prédios antigos estão preventivamente preservados.  Tanto é assim que a Portaria do Conselho de Proteção Cultural do Rio, diz que o objetivo do Decreto é:

CONSIDERANDO que o Decreto nº 20.048, de 11 de junho de 2001 tem por objetivo evitar a demolição e a descaracterização dos imóveis de relevante interesse para o patrimônio cultural que ainda não tenham sido protegidos, cadastrados, inventariados ou identificados”.

Portanto, cabe ao órgão cultural de proteção do patrimônio cultural da Cidade autorizar sua licença de demolição, somente se reconhecer que o prédio não tem valor histórico e cultural para a Cidade.  Será que isto aconteceu no caso do Hotel Glória? 

Como, se o órgão de preservação do patrimônio da cidade, há um ano, tombou uma simples casa no Leblon, só porque lá funcionava, há uma década, um simples restaurante chique ?!!!


Chamou nossa atenção também, a justificativa noticiada para as obras do Hotel Glória a seguinte frase: “Quando foi adquirido pela EBX, o Glória(…) estava com os salões abandonados, papéis de parede rasgados, fachadas sujas e encanamento defeituoso.” Desde quando papel de parede rasgado e encanamento ruim são desculpa para a destruição do patrimônio cultural da nossa cidade, pagos com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do BNDES?  Ironia?

Dois processos foram analisados por nosso gabinete: um para licença para a demolição parcial do hotel, e o outro para reforma com acréscimo das edificações que o compõem.  A de demolição já foi concedida, e deu abertura para o que se vê hoje: um pretenso projeto de “revitalização” que manterá apenas as fachadas como lembrança do edifício original.  A outra licença, de reforma, teve as plantas visadas pela Secretaria Municipal de Urbanismo em outubro de 2011.

Plantas diferentes das aprovadas pela licença de demolição, que destroem ainda mais a edificação original, retirando todas as fachadas internas.( Processo nº 02/306427/08, e Processo nº 02/305.120/2009)


Em visita ao local, não encontramos qualquer sinal de contenção estrutural que pudesse compensar as paredes, que vêm sendo retiradas, e as vigas, que estão sendo cortadas em todos os andares, cuidados estes que são preocupação constante na Cidade.

O caso do licenciamento para demolição do nosso histórico Hotel Glória parece caracterizar uma afronta ao patrimônio cultural da Cidade.  Para que não se consuma ali o que já aconteceu em inúmeros outros casos do nosso Patrimônio Cultural, é que cabe investigação sobre as responsabilidades administrativas e políticas destes procedimentos, tudo, infelizmente, em nome dos mega eventos desportivos.
Confira ainda nossas postagens anteriores sobre a questão:

Leia mais ...

28 | Fevereiro | 2012
Adeus, Hotel Glória – I

16

Os cariocas não tiveram tempo de chorar a perda do Hotel Glória.

O edifício que lá está, já não pode ser reconhecido como o imponente hotel que hospedou celebridades e Chefes de Estado, e que abrigou inúmeros espetáculos em seu inesquecível teatro.
Aliás, foi pelo teatro que a discussão pública se iniciou. Em setembro de 2010 foi publicada no “O Globo” reportagem denunciando que o Teatro Glória deixaria de existir – proposta justificada por um chamado projeto de restauração do hotel.
Em dezembro, a imprensa também publicou a notícia que algumas suítes – inclusive a que abrigou Albert Einstein em sua visita ao Brasil – seriam demolidas. (leia mais)

O que não se sabia, publicamente, era que a licença parcial de demolição – que envolvia praticamente todas as paredes internas do hotel, inclusive as escadas e as caixas dos elevadores – já tinha sido concedida pela Prefeitura do Rio, em agosto de 2009. Ou seja, a discussão começou um ano após o fato consumado.

Então, no momento da discussão, o edifício já vinha sendo devorado pelas entranhas. Com a anuência dos órgãos competentes.

A pergunta de hoje é a seguinte: quem foi o responsável por eliminar a importância histórica do Hotel Glória?

Vamos aos fatos:

1. O Hotel Glória, datado de 1922, é protegido pelo Decreto nº 20048/2001, que determina que a demolição e alteração de edificações construídas até 1937 somente serão autorizadas após pronunciamento favorável do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural

O Conselho Municipal não foi consultado.

2. A Portaria nº 01/2008, do Conselho Municipal de Patrimônio, descreve o objetivo do Decreto acima da seguinte forma: “evitar a demolição e a descaracterização dos imóveis de relevante interesse para o patrimônio cultural que ainda não tenham sido protegidos, cadastrados, inventariados ou identificados.”

Bastariam essas duas informações para determinar que o Hotel Glória não deveria ser descaracterizado ou demolido. Não bastariam?

A não ser que alguém tenha, de fato, decidido ignorar a importância histórica do edifício. Ou que tenha lido, de forma muito leniente, os decretos e portarias que dizem respeito ao seu próprio objeto de trabalho.

Ou, ainda, que tenha recebido uma “ordem de cima”, determinando que os processos de demolição e alteração fossem aprovados. Sugestão improvável? Não.

O decreto “P” nº 30425, de janeiro de 2009, do Prefeito do Rio, delega ao presidente do IPP (Instituto Pereira Passos) a competência para adotar todas as providências necessárias à agilização e concretização do projeto de revitalização do Hotel Glória. Essa “ordem” se estende também a todos os órgãos municipais.

Um governo que fala uma coisa e faz outra, com certa regularidade, não deveria nos surpreender ao chamar de revitalização a destruição de bem de importante valor histórico e arquitetônico para a Cidade.

Contudo, nos surpreendemos a cada dia. Por isso seguimos contestando e denunciando decisões como essas, arbitrárias e contrárias ao bem comum.

Recentemente, recebemos uma denúncia de que o Hotel Glória estaria prestes a ser integralmente demolido.

Infelizmente quem nos enviou a denúncia não percebeu que isso, também, já é fato consumado.

Saiba, amanhã, as alegações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para financiar a destruição desse hotel carioca.

Leia mais ...

24 | Novembro | 2011
Desmonte do Hotel Glória: anos de prejuízos e transtornos

2

Até quando ?

Em maio deste ano, nosso Gabinete registrou o cenário devastador do desmonte do Hotel Glória para a implantação do “Glória Palace”, e que tem alterado de forma significativa o cotidiano dos moradores de prédios da Rua do Russel, vizinhos das obras.

São mais de três anos de convivência com um barulho ensurdecedor, poeira constante oriunda do pó de pedra e o desconforto das mudanças nas rotinas. Tudo isso somado à falta de informações por parte da empresa EBX, responsável pelas obras, e um cronograma sem transparência, alterado várias vezes.

Nesta semana, estivemos novamente com os moradores e a situação constatada ressalta ainda mais os problemas acumulados durante todo esse período. A luz no fim do túnel parece ainda distante da realidade da região que viu seu dia a dia mudar radicalmente.
Transtornos – De acordo com os relatos, todos se mostram cientes dos possíveis “benefícios” trazidos após a conclusão das obras que, contudo, ficam minimizados diante dos transtornos.

Muitos moradores tiveram seus aparelhos eletrônicos danificados, apresentaram problemas de saúde e ficaram impossibilitados de exercerem atividades profissionais em suas residências durante o período das obras, ou seja, das 9h às 17h, de segunda à sexta-feira.

O atual estágio do desmonte inclui furos nas rochas ainda existentes, injeção de substâncias químicas para dilatação das mesmas, e o recolhimento dos enormes fragmentos resultantes dessa operação. Não se sabe até se há perigo de infiltração dessas substâncias no solo, ou se elas podem acarretar danos para a saúde dos moradores.

Tudo isso em meio ao intenso uso de britadeiras e máquinas de grande porte, além do uso de grande quantidade de água para o encharcamento dos furos, o que acaba por atrair insetos.

O término dessa etapa está previsto para maio de 2012. Depois disso, serão iniciadas novas etapas, que talvez sejam finalizadas em 2014. Um cenário de poucas perspectivas para a população vizinha às obras, predominantemente composta de pessoas com idades superiores aos 60 anos.

Somente advertências

A Coordenadoria de Fiscalização Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAC) nos informou que, até então, a empresa não foi multada, mas simplesmente advertida por trabalhar aos sábados fora do horário estabelecido por lei.

Caso haja reincidência no descumprimento dos horários estabelecidos, os moradores devem “continuar ligando” para os órgãos responsáveis para que, só então, a obra seja multada.

Ainda segundo o setor de fiscalização, por se tratar de obra-construção (que, diga-se de passagem, em três anos só fez demolir ..), será “muito difícil a interdição”. No máximo, pode-se obter uma minimização do barulho. Além disso, a autuação não inibe o licenciamento ambiental do projeto.

Assim, mesmo com a evidente ausência de um planejamento sobre o impacto da obra sobre a vizinhança, em um projeto beneficiado por milhões de reais do BNDES e que tem transtornado a vida de dezenas de pessoas, isso ainda é a realidade dos moradores da Rua do Russel.

Confira abaixo, um minuto apenas, os ruídos das máquinas com os quais os moradores convivem há três anos.

Leia mais ...


 
  • Fundação Bio-Rio, na UFRJ: alvo de investigação do MP 13 | Abril | 2017
    Fundação Bio-Rio, na UFRJ: alvo de investigação do MP
    0

    Mais um caso de ilícito financeiro envolvendo uma fundação de pesquisa, no campus tecnológico do Fundão, da precarizada UFRJ. Este caso ocorre na vida universitária, no campus da maior e mais antiga universidade federal no Rio, ao lado da área que o Município do Rio, no governo Paes, cedeu cinco hectares de terras públicas, por 50 anos, de graça, à General Electric (GE), na Ilha de Bom Jesus, para que esta empresa ali construísse seu edifício de pesquisa tecnológica! Leia aqui. (mais…)

  • América F.C. – História diz que shopping não salva clube 5 | Abril | 2017
    América F.C. – História diz que shopping não salva clube
    0

    Neste artigo do Urbe Carioca, a arquiteta urbanista Andréa Redondo destaca que “do mesmo modo que não há garantia de que estádios resolverão os problemas financeiros dessas instituições, é de se indagar se liberar a construção de shoppings, à custa do solo e da paisagem urbanas, salva clubes de futebol. E se salvar clubes de futebol à custa do solo urbano é devido”. Confira aqui. (mais…)

  • A faculdade de Engenharia de Buenos Aires: conheça por fotos. 29 | Março | 2017
    A faculdade de Engenharia de Buenos Aires: conheça por fotos.
    0

    Não sei se os estudos são bons, mas o prédio impressiona. E isso já é bom. A Faculdade de Engenharia, fica na Av. Paseo Colón. Seu prédio é uma construção imponente. Sensibilizou-me que ele subsista como escola pública. É a tradição mantida.   Por fora, bem cuidado. Por dentro, com a dinâmica de uma faculdade: cartazes, reivindicações, bicicletas guardadas, fotos de esportes e também a memória dos desaparecidos.   Veja o pequeno album de fotos especial para este tema.  

  • “Anatomia de um crime” 23 | Março | 2017
    “Anatomia de um crime”
    0

    Nesta reportagem, na qual fui uma das entrevistadas, a Agência Pública percorre a história do Maracanã, patrimônio cultural destruído com autorização do Iphan e abandonado pelo poder público depois de mais de R$ 1,3 bilhão gasto em obras suspeitas de alimentar a corrupção. Confira aqui. (mais…)

  • Áreas da Marinha continuam em foco: novo museu e nova polêmica à vista 22 | Março | 2017
    Áreas da Marinha continuam em foco: novo museu e nova polêmica à vista
    0

    Neste artigo, a arquiteta urbanista Andrea Redondo destaca que a imagem de projeto para a construção de um “novo museu” na cidade do Rio de Janeiro, onde funciona o Espaço Cultural da Marinha, publicada na mídia, já causa polêmica nas redes sociais.  (mais…)

  • Ruptura da reforma da Previdência 22 | Março | 2017
    Ruptura da reforma da Previdência
    0

    Notícia sobre a retirada dos servidores estaduais e municipais do texto da reforma da Previdência faz sua ruptura definitiva entre categorias de brasileiros. O argumento de que a retirada dos servidores públicos estaduais e municipais da reforma preserva a autonomia federativa e reduz o risco de judicialização é juridicamente falso. (mais…)

San Telmo - Março de 2017

Galeria completa aqui