O futuro prefeito do Rio tem ou não um plano administrativo para a Prefeitura?

As recentes declarações do futuro prefeito do Rio dão sinais intrigantes. A impressão que se tem é que o eleito não tem na cabeça (muito menos no papel) um desenho para uma boa estrutura de secretarias que gere um ótimo funcionamento da administração dos serviços da Prefeitura, o que seria ao nosso ver o correto.

Parece que tem pessoas e tira da cartola fórmulas para as futuras secretarias se adaptarem aos escolhidos. E são pessoas que não necessariamente conhecem a área que irão trabalhar e coordenar, mas sim integrantes da “sua equipe de confiança” ou indicadas pelas alianças, e que jamais dirão um não ao prefeito. O que não é bom.

É como se o futuro prefeito, por ter administrado a Cidade por oito anos, já soubesse tudo e, portanto, prescindisse de conhecedores das áreas a serem administradas. O que explica, por exemplo, juntar na Secretaria da Fazenda, o Planejamento e o Controle? A Controladoria ficará submetida ao próprio órgão que gasta? Ou é somente para dar super poderes ao amigo indicado?

O que explica dividir a Secretaria de Urbanismo em Planejamento Urbano e Licenciamento e Fiscalização, se ambas as atividades estão umbilicalmente ligadas? Qual a função de mais uma secretaria, como a da Juventude? Qual o âmbito de idade de sua atuação? Ou o cargo é para prestigiar um correligionário, fazendo um ato político com a estrutura pública?

Qual será a função da secretaria de Governo e Integridade se o controle de gastos estará na Secretaria da Fazenda? O nome Integridade é só para “inglês ver”?

Afinal, qual será a estrutura administrativa da futura Prefeitura? Ou os cidadãos só saberão sobre ela na medida em que forem atendidas as demandas pessoais e políticas do futuro prefeito?

Nem começou o governo Paes e já há perplexidade. Infelizmente, o mesmo foi feito no início do governo Crivella, quando este desestruturou tudo o que havia para moldar a estrutura da Prefeitura às suas conveniências, ao invés de optar por um plano estruturado e compreensível de melhor funcionamento da máquina administrativa. E continuou assim até o final. Deu no que deu…

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1 Resultado

  1. Tito Oliveira disse:

    Acredito que é para dar + poderes ao amigo. Quem controla mão pode estar junto de quem gasta..

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