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Quem circula por Cuiabá (MT), saindo do seu aeroporto, logo topa com os adormecidos trilhos do ex-futuro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da cidade, inconcluso e sem perspectivas de, algum dia, seja a curto ou médio prazo, vir a funcionar.

Impressiona ver a irresponsabilidade governamental concretizada em caminhos semiabertos, cercados de mato e que terminam subitamente no nada !  Em alguns trechos, apenas ruas e avenidas rasgadas por obras, com muretas e valas escavadas, porém abandonadas.

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Nestas, em função dos buracos abertos no meio das vias, pedestres ficam totalmente impossibilitados de atravessar em alguns trechos. Aliás, em Cuiabá,  salvo em alguns espaços do seu velho e resistente Centro Histórico,  o transeunte parece não ser reconhecido, pois a a ele não cabe lugar.

A história do VLT cuiabano tem suas raízes fixadas no pretexto das “obras da Copa”. Os jogos vieram, passaram e deixaram as dívidas da irresponsabilidade política.  

Contam que 82% dos recursos das intervenções foram gastos, mas nem 20% das obras foram feitas. Segundo dizem, ainda, muitos políticos até foram presos, mas estas manchetes, ao que parece, não ultrapassaram os muros da mídia do Centro-Oeste brasileiro.

20150826_144911Decorrido pouco mais de um ano da Copa, não há acompanhamento público para apuração das responsabilidades. Uma pena, pois o público perdeu a noção da efetividade do binômio “crime e castigo”.

Será que a crise brasileira também teria tentáculos em centenas de “obras da Copa”, caríssimas e inconclusas pelo Brasil afora? E o que acontece agora com a mobilidade urbana de Cuiabá?

Vê-se que a completa falta de planejamento financeiro, programático e de integração da mobilidade urbana, com dinheiro público federal e municipal, cobrará um preço altíssimo da população mato-grossense, e brasileira, que pagou por mais este estorvo que restou na cidade. E os vagões do VLT? Estariam apodrecendo em algum lugar ?

A vergonha do infeliz placar de 7×1 é pequena diante da vergonha pela derrota pública, urbanística e política, do VLT cuiabano.

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O dinheiro dos empregados brasileiros depositados em uma conta denominada FGTS está no centro das discussões públicas: remunerar minimamente os recursos lá depositados, com o rendimento igual ao da poupança. Isso porque o Estado, que criou este “depósito compulsório”, até hoje remunera a menor os donos do dinheiro sob o argumento de que a diferença do lucro iria para investimentos em habitação social.

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Em publicação do último dia 4 de agosto, o conceituado jornal inglês The Guardian fez uma longa reportagem sobre o empresário imobiliário que irá faturar, segundo seus cálculos, cerca de US$ 1 bilhão com a localização do Parque Olímpico na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio; Carlos Carvalho, da Carvalho Hosken. E afirma que este é o ganhador do verdadeiro “ouro” olímpico. (tradução online muito boa)

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E por falar em poluição das águas da Baía da Guanabara e do Parque do Flamengo…

Em julho deste ano, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em acordão exemplar proferido pelo Desembargador relator Dr. José Carlos Varandaacolheu a responsabilidade do Município e do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto Estadual de Ambiente (Inea) por danos ambientais causados às águas da Baía da Guanabara pela falta de funcionamento da ETE  Carioca (Estação de Tratamento de Esgoto do Rio Carioca) no Parque do Flamengo. 

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Uma coisa é certa, na enorme área do Porto do Rio, onde está sendo implantado o projeto denominado “Porto Maravilha”, não há previsão – nem fundiária, nem de recursos – para habitação social.

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Espaço


  • Pé-de-Moleque no século XXI 12 | Agosto | 2015
    Artigo

    No artigo "O passado ressurge no caminho do VLT", do historiador Marcus Alves, o relato sobre o que as novas escavações das intensas obras na Cidade do Rio revelaram em outro trecho da área central. "A nova descoberta que se apresenta são os caminhos descortinados pela passagem do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT: calçamentos `pé-de-moleque´, marcas de residências, canhões soterrados, e até um poço, foram encontrados no coração do Rio, em plena Avenida Rio Branco". Confira aqui.
  • Direito de Superfície 11 | Agosto | 2015
    Artigo

    No artigo "Direito de Superfície a caminho, direito à Cidade ignorado", a arquiteta urbanista Andrea Redondo relata que há meses foi sugerido que instituições e profissionais das áreas afins organizassem estudos e debates, para compreensão e divulgação das consequências para a paisagem urbana carioca. Infelizmente, entretanto, não se teve notícia de nenhuma iniciativa a respeito. Confira aqui.

Baía Viva

Crédito: Comissão de Comunicação da Campanha Baía Viva

Mutilação do Parque do Flamengo / Marina da Glória

Galeria completa aqui