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Transporte Público no Rio: para além dos R$ 0,20

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É verdade que muitas vezes precisamos de um estopim. Neste caso, foi o aumento, mais uma vez pouco explicado, do preço da passagem de ônibus que, no Rio, foi de R$ 0,20.

Evidentemente, não foi só este valor o motivo da insatisfação. A população já fazia movimento contra o aumento da passagem das Barcas S.A., dos trens, do Metrô – sobretudo pelos péssimos serviços prestados por esse arsenal de tipos de transporte público – todos privatizados.

Estranho é que o discurso é: quando se privatiza é para melhorar porque o Poder público não é um bom gestor.Então por que no caso do transporte público nunca nada melhora?

Nesta semana de protesto, a presidente da República veio ao Rio e assinou com o prefeito Paes um acordo para repassar mais de R$ 1 bilhão para obras de transporte: parte para o VLT, o trenzinho do Porto Maravilha, e parte para as obras do BRT da Trans Brasil, de Deodoro para a Avenida Brasil.

Mas, o Governo Federal nada exigiu da Prefeitura, nem mesmo que ela tivesse um Plano Municipal de Transporte ou um Conselho de Transporte na Cidade. Nada de gestão participativa, tão falada nos governos ditos populares !

Temos publicado aqui uma série de blogs que envolvem os serviços públicos – dentre eles os de transporte. Portanto, para além dos R$ 0,20 do aumento, vamos lutar para minimamente poder discutir na cidade o que ela não tem, apesar dos bilhões gastos:

1. Instalação do Conselho Municipal de Transporte, para que nele seja submetido e aprovada o planejamento prévio do Plano de Transporte do Rio – Inexistente

2. Discussão de um Plano de Transporte para a Cidade. Como fazer grandes obras sem um plano claro, objetivo e articulado ?  É enlouquecedor !

3. Discussão das grandes obras viárias, suas alternativas e projetos/trajetos: Transcarioca, Transolímpica, Transoeste, BRTs, inclusive sobre a proposta de demolição da Perimetral.

4. Discussão e implantação do trajeto ferroviário e metroviário na cidade: linhas, articulação com trens, VLTs.

5. Integração tarifária nas modalidades diárias, semanais e mensais de todos os tipos (modais) que circulam na cidade, inclusive cabritinhos.

6. Discussão de transportes alternativos, seus circuitos e sua integração como modal urbano: cabritinhos, vans, motos, tocs-tocs, bondes de Santa Teresa.

7. Vinculação dos licenciamentos edilícios à disponibilidade de transporte coletivo de massa no bairro.

9. Discussão com os bairros das linhas de ônibus, integradas no Plano de Transporte Público da Cidade.

10. Existência e estabelecimento de um padrão de calçadas como elemento indispensável ao transporte público, iluminadas, planas e sem obstáculos.

9. Plano de transporte por bicicletas, especialmente de apoio e acesso ao transporte público.

10. Regras claras e isonômicas nas concessões públicas de táxi.

Tudo isso é pouco, mas nem isso temos !

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Bens históricos abandonados ou fechados no Rio

Crédito: Claudio Prado de Mello
               

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